terça-feira, janeiro 15, 2002

Fim de semana correndo atrás da Cidadania

Este fim de semana fui para São Paulo esclarecer algumas dúvidas que fiquei depois de ler (no sábado) a sessão de dúvidas do site do Consulado Italiano sobre a cidadania italiana.

Abaixo o que eu li e continua lá:
A família da minha mãe é italiana, posso pleitear a minha cidadania italiana?
Sim, desde que v/c. tenha nascido depois de 01/01/1948 (veja questão acima) e tenha apenas homens na linha de ascendência direta de sua mãe... Exemplificando de maneira "gráfica":

Bisavô (homem) nascido na Itália, transmite a cidadania para
Avô (homem) nascido no Brasil, que transmite a cidadania para
Mãe (mulher) nascida no Brasil, que transmite a cidadania para
Você (homem ou mulher) nascido(a) no Brasil, após 01/01/1948.


No meu caso, tenho como ascendentes, além de minha mãe e o bisavô, minha avó e não avô como o esquema apresentado. Então fiquei preocupado com uma suposta recusa na concessão da minha cidadania italiana, o que levaria até ao cancelamento da minha viagem.

Então no sábado mesmo resolvi ir para Sampa... No domingo de manhã já estava lá. Na segunda logo cedinho peguei o ônibus e fui para o Consulado (na Rua Higienópolis). Acabei perdendo tempo, pois a triagem da documentação deve ser feita num Patronato. Lá fui eu para o Ed. Itália na Av. São Luís. Lá obtive a resposta para minha dúvida. Realmente o site dava um exemplo errado (no lugar do avô pode ser usado avó também), e poderei obter a Cidadania. Mas antes deverei retificar o nome da minha avó que foi grafado erroneamente na Certidão de Nascimento da minha mãe e por conseqüência na sua de Casamento e na minha de Nascimento. Terei que pagar um advogado para colocar um mísero "T" que falta no Furlanetto das certidões. Se eu quisesse mudar de nome, acrescentar ou tirar alguma palavra até aceitaria fazer tudo isso. Mas por culpa do próprio Cartório (que na época não exigia documentos para comparar nomes e registrar corretamente, como acontece hoje) vou ter que esperar no mínimo uns 4 meses para que o pedido tramite na ágil Justiça brasileira. Coisa de louco isso!

O "RG italiano" deverei pedir na própria cidade onde meu bisavô nasceu (San Dona Di Piave). Então no dia seguinte da minha chegada em Viena, deverei ir para a Itália requerer o documento que me dá todos os direitos dos europeus.

Bom, agora vou pleitar no Cartório uma mudança sem o envolvimento de advogados. Vamos ver se eles aceitam.

segunda-feira, janeiro 07, 2002

Energéticos: O combustível da noite
por Patricia Magalhães do ObaOba

Muito comum nas boates da moda, estantes de supermercados, bares, botecos, restaurantes e postos de conveniência, os energéticos conquistaram os jovens. Eles procuram a fórmula mágica do espinafre do Popeye e da poção dos Ursinhos Gummie e do Asterix para poder chacoalhar e pular a noite toda sem cansar. Mas, será mesmo que os Energy Drinks conseguem alcançar essa façanha?

Para analisar os efeitos, vamos aos fatos reais: Numa latinha de um quarto de litro, há 80 miligramas de cafeína - estimulante, o mesmo que uma xícara de café expresso; 1000 mg de taurina - aminoácido desintoxicante e estimulante; 600 mg de glucuraronolactona - desintoxicante; 25 mg de niacina - faz bem para a pele e reduz a produção de gordura. Mas não se engane! Não pense que é bom para emagrecer, pois uma latinha possui, em média, 112 kcal! Possui ainda vitaminas B e carboidratos.

A Taurina é um aminoácido conhecido há muito tempo, que no entanto tem merecido uma série de pesquisas recentes, conforme afirma a Psicóloga Dr. Edna Duarte. Ela é essencial ao organismo e seu excesso não causa problemas, pois é naturalmente eliminada do corpo. Já a cafeína é um pouco mais perigosa, segundo o Dr. Paulilo, cardiologista há 28 anos, "A pessoa pega o costume - que pode ser chamado de dependência leve - de tomar o cafezinho após as refeições, beber a coca-cola na janta e tomar um energético toda vez que sai. O aumento da forca muscular, que dá a sensação de super-homem é temporária, a hora que acaba o efeito, a pessoa se sente um lixo, exatamente porque esta usando a reserva de energia que serve para recompôr"

Outro grande problema é questão do consumo de quem já sofre de alterações cardíacas. A cafeína aumenta a forca de contração e a freqüência cardíaca, conduzindo arritmias, taquicardias, aumentando e muito a necessidade de oxigênio. Se a pessoa sofrer de algum problema, pode vir a enfartar, ter taquicardias graves, de vários tipos, podendo chegar à morte, sim!

Somando todas as substâncias, chegamos a um resultado meio diferente do sugerido nas propagandas. Na verdade, essas bebidas não dão energia, elas passam a sensação de energia. Para fornecer energia, a bebida tem que ter algum componente calórico, como gordura, proteína ou carboidrato. E os energéticos não têm quase nada desses componentes: ao contrário das bebidas à base de carboidratos, eles não repõem a energia que a pessoa gasta, dando somente uma ilusão de bem-estar. O nome é inadequado: a bebida deveria se chamar estimulante, porque age somente no sistema nervoso. Energético é comer um macarrão, tomar um açaí, alguma coisa que dá calorias e repõe realmente a energia gasta.

Mas não é por isso que há algum problema em tomar energéticos. A bebida por si só não causa dependência, e beber só energético a noite inteira é como beber grandes quantidades de café ou coca-cola. Se você é daqueles que pensam que ao beber uma latinha dessa de R$ 5 (ou mais) e vai sair voando, pode esperar que o Papai Noel também vai chegar na noite de Natal! Só a partir da terceira dose os efeitos prometidos nas propagandas ficam perceptíveis. Não só os bons como os ruins também.

Houve uma época em que o Ministério da Saúde queria proibir a comercialização desse produto no Brasil. Imaginaram que podia ser a versão enlatada de algum alucinógeno. Feitos os testes, descartou-se a hipótese, mas os técnicos encasquetaram com a quantidade de cafeína presente na fórmula. Acabaram proibindo a venda dos energéticos no fim do ano de 1999 e tiraram 300 mil latinhas importadas das pistas de dança. Quanta bobagem! Com tanta irregularidade no comércio de alimentos por aí, perderam tempo com algo que faz tanto sucesso hoje em dia e nunca trouxe problema de saúde para ninguém. A não ser que o sujeito ingira 20 latas de uma só vez, não corre grandes riscos, apenas eventuais enjôos, náuseas, vômitos e dores abdominais.

Quanto à mistura de energético e álcool, bem comum nas danceterias, não são recomendadas pelos nutricionistas. Isso porque ao ingerir um drink desse tipo, você está recebendo duas mensagens contraditórias: um estímulo, que vem da cafeína e da taurina, e um depressor, que vem do álcool. Apesar disso, um não anula o outro: O fígado dá prioridade ao metabolismo do álcool, enquanto a cafeína fica circulando na corrente sangüínea. Misturar não é legal nem para o coração nem para o cérebro. Fica uma coisa meio maluca na cabeça e no organismo. Além de causar esse "stress metabólico", a mistura é usada como uma tática para quem não está acostumado a beber. O sabor adocicado disfarça o sabor do álcool, e a pessoa acaba bebendo mais.

A bebida é invenção do empresário austríaco Dieter Mateschitz. Em 1989, ele importou do Japão um xarope usado contra o sono. A partir daí, criou a Red Bull, que tinha por objetivo deixar os consumidores, sobretudo os esportistas, "ligados". Foi sucesso total! Na Europa, onde a Red Bull é patrocinadora da Fórmula 1, há mais de sessenta marcas da bebida. No ano passado, o FDA, a rigorosa agência de controle de remédios e alimentos dos EUA, autorizou o comércio livre da Red Bull nas lojas americanas. Lá, em média, consome-se 1 milhão de latinhas por mês.

Durante este ano vim acompanhando notícias financeiras e para minha surpresa pude presenciar uma boa notícia para o Brasil. Boa notícia essa que minha professora de Geografia do Ensino Fundamental (D. Wanda) dificilmente ouviríamos. Mas olha aí:


01/01/2002 - 21h40
Brasil registra em 2001 o 1º superávit comercial em sete anos

da Folha Online

A Secretaria de Comércio Exterior divulga nesta quarta, o resultado da balança comercial na quarta semana de dezembro (24 a 31) e no acumulado de 2001, que indicará o primeiro superávit em sete anos.

O último saldo comercial positivo foi em 1994 (US$ 10,466 bilhões). Em 2000, as importações superaram as exportações, resultando em déficit de US$ 691 milhões.

Até a terceira semana de dezembro (17 a 23), o superávit acumulado em 2001 somava US$ 2,325 bilhões. A expectativa é de que atinja cerca de US$ 2,6 bilhões.

Para 2002, o ministro Sérgio Amaral (Desenvolvimento) já projetou um superávit comercial de US$ 5 bilhões - a cifra coincide com a projeção indicada no relatório Focus do último dia 28 de dezembro, elaborado pelo Banco Central com base nas estimativas do mercado.

Mais sobre a Argentina
04/01/2002 - 15h03
Saiba as diferenças entre a desvalorização brasileira e a argentina

ELAINE COTTA
da Folha Online

Quais seriam as semelhanças e diferenças entre a situação argentina atual e a que prevalecia no Brasil no início de 1999, quando houve a desvalorização do real?

Os cenários político e econômico do Brasil em 1999 e da Argentina hoje são bastante diferentes. No âmbito político, o presidente Fernando Henrique Cardoso havia acabado de assumir seu segundo mandato, após ter sido eleito logo no primeiro turno das eleições diretas de 1998.

Isso garantia a seu governo um suporte político bem maior do que o conferido ao presidente argentino, Eduardo Duhalde, nomeado pelo Congresso argentino com o consequente cancelamento das eleições diretas previstas para março de 2002. Além disso, Duhalde, derrotado pelo ex-presidente Fernando de la Rúa nas eleições diretas de 1999, subiu ao poder em meio a um clima de violentos protestos populares.

Economicamente, antes da desvalorização, os dois países também têm diferenças marcantes. No início de 1999, o Brasil vinha de seis anos consecutivos de expansão econômica, com média anual de 3,5%, apesar de, em, 1998, ter registrado crescimento de apenas 0,2%.

A economia argentina, ao contrário, enfrenta recessão há quase quatro anos, com média de queda anual de 2,5%. As previsões são de que em 2001 o PIB (Produto Interno Bruto) tenha recuado 3%, já que ainda não foram divulgados os dados definitivos.

No período de desvalorização do real, a economia mundial vivia um processo de expansão, especialmente os EUA, que cresceram 4,2% em 1999. Além disso, moedas importantes, como o euro, estavam em patamar mais valorizado frente ao dólar do que o atual estágio. Essa situação ajudou a melhorar a performance comercial brasileira, que aumentou suas exportações com a desvalorização.

Dívida pública
Um dos principais pontos negativos da desvalorização é o peso que ela exerce sobre a dívida que está avaliada em dólares. No caso do Brasil, a maior parte dos agentes econômicos estavam protegidos contra a desvalorização e o impacto da mudança do regime cambial, principalmente sobre as contas públicas, não foi tão expressivo. Em 1999, apenas 21% da dívida brasileira era fixada em dólar, enquanto, no país vizinho, esse percentual supera os 85%.

Além disso, uma grande parcela da população brasileira defendia a mudança no câmbio. Na Argentina isso não ocorre, o que deixa a mudança mais difícil de ser implementada. O custo político de bancar uma desvalorização é bastante elevado.

O Brasil também não precisou decretar moratória da sua dívida, como ocorreu na Argentina.

sexta-feira, janeiro 04, 2002

Reportagem sobre BLOG

Olha que interessante uma reportagem sobre Blogs que saiu na Isto É Dinheiro.

2001/ 2002

Estou meio atrasado mas tudo bem...

Essa passagem de ano fui (pela terceira vez) para Peruíbe com minha vó. Ficamos na casa de uma prima da minha mãe.

Na noite de Reveillon fomos (e mais a cidade inteira) para a praia assistir à queima de fogos promovida pelos moradores do condomínio Bougainvilleé (a morada do pessoal que não sabe mais onde gastar o dinheiro).

Foi realmente um show de mais de meia hora somadas as duas queimas (uma do condomínio e outra realizada pela Prefeitura, na praia do Centro), com momentos muito belos em que podia ser visto a explosão de fogos em vários pontos das praias de Peruíbe.

Nessa viagem tive a oportunidade de conhecer um pouco da Reserva Ecológica da Juréia (para quem não conhece, é uma das maiores áreas de preservação de Mata Atlântica de São Paulo). Para ter acesso à Prainha temos que atravessar um pedaço da mata por um estrada de terra estreitíssima.

Saímos logo de manhã para achar lugar para estacionar. Ao chegar à praia fui apresentado à mais uma maravilha do litoral brasileiro. Uma pequena praia separada por morros dos dois lados, em que tudo era natureza. Praia limpa, de águas calmas, com uma piscina natural de água doce formada pela água que desce da serra e que, pela dificuldade de acesso acaba sendo pouco freqüentada (para alívio da mãe-natureza).

Fomos todos até um ponto em que o mar mostra sua força ao atingir grandes pedras. Local perfeito para as fotos. Ficamos até o meio-dia (eu me protegendo do sol escaldante) e quando estávamos voltando sentimos o drama da estrada (todo mundo querendo descer e nós querendo subir numa estradinha que não comporta mais de 2 carros lado-a-lado). Mas valeu a pena...

Infelizmente dia 02 tinha que voltar ao trabalho e acabei voltando no dia 01 logo de manhã para não pegar trânsito.

Quem for à Peruíbe não esqueça de dar um pulinho na Juréia... passeio inesquecível.